quarta-feira, 4 de março de 2009

Tudo aqui quer me revelar ...

Agora, espero faíscas ... mas vivo pela sombra com medo de me queimar .
O resultado ? Nulo . O medo não se arrisca, é como um suícidio dele me deixar tentar .
Já fui fogo, já fui cinzas .
Hoje sou verdades que convém .
Morna, alucino ... recrio a vida baseada nas frustrações que se repetem, duvidas que nunca se calam .
Engano o cérebro a cada passo á frente . Em falso, logo me vejo ao chão .
Tudo culpa da minha criação, linha tênue entre o real e o ideal : Um retrovisor nos olhos, embutido, imóvel e certo, sem surpresas . Toda vez que quero ver além, me enxergo hoje com um plano de fundo que já não me pertence, meu passado , cada detalhe que eu já sei de cor .
Lente que traz a ilusão de estar caminhando segura num momento que não me serve mais .
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Meu coração quer gritar, assustado .
Meu cérebro quer evitar ... Pensar, gostar, estar ao lado .
Meu corpo pede tempo ,
Minha boca pede pressa,
Minha pele pede emoção ...
Pedaços de mim querem me proteger e outros, como meus dedos agora, querem me entregar .
Tudo se contradiz pois não existem lados , apenas eu em conflito comigo, numa guerra de idéias ...
Perdida, cansada, sozinha dentro de mim .

Não espere de mim .
Não me espere .

Só eu posso escolher as peças certas, seguir as pistas, encaixar respostas, me encontrar .
Tudo isso quando eu voltar pra dentro de mim ou aceitar o meu novo eu .
Paciencia, eu nunca disse que seria fácil .
Não é pra mim .
TRILHA SONORA : 1 2 3 4 - Plain White T's

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

i'm leavin, again .

e a lua não apareceu naquela noite, naquele céu, naquela janela .
era pequena demais pra caber todas as estrelas, talvez .
era minúsculo o buraco, comparado a imensidão do desconhecido .
então eu resolvi usar a porta .

o mundo de fora não é doce, lilás e não tem cheiro de morango. não ...

que decepção ... tentei listrar os postes, modelar os prédios, cantar com o vento, dançar sem os pés no chão... mas tudo sempre voltava, em instantes, ao mesmo borrão de sempre . sem cheiro ... sem sabor ... sem som .

tentei então escrever na areia meus motivos, minhas mudanças, meus amores, minha esperanças mas no outro dia não estavam mais lá ... tinham sido engolidos pelo mar .

sempre faltou algo ... e eu sempre achei que era externo .
sempre quis pouco e achei que nada era suficiente .

transformar . em mim, eu mesma, antes de tudo a minha volta (sim, eu vou) não foi das tarefas mais fáceis que eu resolvi carregar agora. em algum momento inconsciente eu achei que não fosse capaz disso e mesmo agora, com os olhos inxados, eu sigo no mesmo caminho, o único que tenho, mas com um objetivo diferente ...

pra que serve a vida se não for pra ser feliz ?
ofereça seu sorriso .
pra que servem os dias se não for pra sonhar o que você quiser sonhar ?
fazer o que quiser fazer ? ir além ?

tchau, vida antiga . você já não me serve mais ...
eu estou de partida ... estou indo pro infinito .

estou chegando dentro de mim .

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

quem não quer decidir, já tomou sua decisão .


andando em uma rua sem volta, eu tento consertar idéias ...
ideais, em vão .
tudo diz PARE, e eu aperto o passo, vou mais rápido .
tão cansada de ouvir não .
as oportunidades gritam não o tempo todo ... e logo se tornam ruins ...
péssimas alternativas .
e é dessas que eu gosto, com essa mania suja e dolorida de vender tudo o que há de bom em mim em troca de nada .
o coração reclama, já vazio de coisas, de esperança . faminto por aquela mãozinha quente que escorrega dos cabelos pro rosto, do rosto pro queixo ... faz o laço no pescoço, desce devagar para os ombros, e esmaga um abraço .
olhando em volta, cada olho vê uma coisa diferente ... mas a bipolaridade de sensações já não me incomoda tanto . em um momento, o sorriso interno . no outro, a tristeza externa .
deve ser por isso que me chamam de triste ... eu não posso sorrir pra fora .
o mundo se abre e se fecha de uma só vez .
transborda meu desejo inútil de estar ao seu lado .
sem precisar dizer nada, seu olhos estão tristes também .
cansados, escuros , nublados do não saber .
uma hora ou outra, a lágrima sái, mostrando que existe alguém ali escondido, pedindo, sentindo ... talvez o mesmo que eu .
talvez .
inverso de mim ( em sua felicidade externa e tristeza interna ) você conta os dias, na contra mão do nosso acaso .
e eu desafio o destino, recorto promessas passadas , acredito no que não existe .
e dou uma chance ... não sei se pra mim ou se pra você .
talvez pra que eu transpire mais um pouco do nosso suposto amor .

talvez.
porém ninguém declara que ama a troco do oco .
a troco de que então ?

decida de vez que não .
eu posso lidar com isso .

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

i cant let go .


com as mãos nos olhos, não sei se pra não enxergar ... ou pra esconder o choro .
talvez pra me enganar .
exausta de querer um carinho que nunca chega .
cada vez mais fria, menos intensa , sem cor .
as respostas nunca vem ... eu mereço ?
eu realmente estou pagando por algo que eu não sei o que é ...
pelo erro de acreditar que eu realmente posso ser cuidada, amada, por alguém só meu ?
é demais ?

eu já fui mais dramática, acho que pq eu acreditava tanto que tudo era possivel .
eu realmente acreditei .

eu não estou triste pq estou sozinha .
acho que estou triste pq não mereço estar .

o sorriso fez se silencio . eu sou péssima pra dizer adeus ...
principalmente pros meus sonhos .
principalmente pra esperança que enxe meus olhos, toda vez que alguem chega, invade meu espaço ... as vezes até parece que vai ficar .
eu sou tão ruim com promessas .
eu sou tão ruim em gostar .

mas as pessoas sempre vão .
elas sempre vão ... pra não mais voltar .

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

... lá de cima, o fruto e a flor .


talvez se você virasse a curva errada, no dia certo, quando seus ponteiros se alinhassem com os meus .
talvez o brilho nos olhos voltasse, ao reconhecer o que azul logo se torna vermelho e quente, imenso e doce, quase como o toque dos seus lábios .
eu não preciso das suas promessas . eu queria só sua presença, agora, por uma noite .
de manha você recolheria as roupas e eu não precisaria recolher os pedaços . simplismente pq aprendi que nós somos mesmo assim .
será que você sente falta da minha pele assim como sinto do seu cheiro ?
eu mordo recordações, elas ainda tem um pouco do seu gosto .
e por mais que muitas outras histórias se passem, comecem e se acabem ...
eu sei que vou lembrar de você sempre, de vez enquando, como numa tarde como essa ... não me deixando esquecer que eu gosto muito do amor ... mas também gosto do desejo .
saudade do nosso descompromisso de gostar .

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

surrender to me softly .


passos lentos, segui duas ou três pessoas que andavam a minha frente .
uma mistura de medo/ansiedade regia meus instintos ...
logo a frente, desconhecido , encherguei uma porta . a luz era facinantemente intensa ... convidativa ...
com os pés já dentro, os joelhos chacoalhavam sem dançar . tremeram eles e logo o meu corpo inteiro ao perceber que era tarde demais ...
acontece que 'tarde' as vezes não é fim e sim começo ...
no escuro tudo pode ficar sombrio ou cada vez mais interessante .
nas mãos do perigo, temi pelo teu olhar ... era só o que conseguia enxergar .
e os rostos passaram, mudaram de tom .
sabor e cheiro as vezes ocupam algumas horas ...
e eu penso comigo se contigo existe um pouco da felicidade que eu deixei pra trás .
eu queria estar enganada ao lembrar do seu gosto .
eu queria não desejá-lo mais .
em uma linha assumo que o desejo e que ja tinha o feito antes .
mais um copo, por favor ?
sim, eu já esqueci de me lembrar que eu não posso mas o tempo não quis te apagar .
então eu escrevo pois nos versos, e não só nos sonhos, nosso amor existe ...
e te espera .

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

olhos nos olhos .


talvez pra que minha alma acorde
talvez pra que eu não me acomode

e se te ver de longe, parece perto ...
esperto é aquele que se faz lembrar .
e se eu te esqueço ?
e se eu te beijo ?
se te apago ou te desejo ... que diferença faz ?

eu volto , abraço a estrada .
te encontro escondido nas curvas, no perigo, pedindo pra que me salve e depois, pedindo pra que me solte, te liberte da duvida ... do não saber .

tudo o que eu preciso agora é das suas palavras inteiras, dos nossos meio sonhos e de um pedaço de amor .

eu quero acreditar .