três passos .
no primeiro eu te observo .
no segundo eu chego mais perto .
no terceiro eu te agarro pelo pescoço e te solto, como há de ser .
três passos .
no primeiro você sente saudade .
no segundo você fecha os olhos e vê que é verdade .
no terceiro me abraça tão forte e eu te deixo ficar, pra variar ...
tão forte que seu cheiro ficou preso no meu cabelo .
tão forte é sua falta presa no meu peito .
tão seu é esse meu jeito de te querer por perto .
tão presos nesse caminho que o destino nos deu .
dentro de você eu nunca estive presa .
e permaneci talvez pq mereci ficar
e ficarei enquanto me deixar ...
dentro de mim eu quis desesperadamente te prender
eu tinha medo de te perder
não entendia seu jeito de ser livre
tão dentro de mim, hoje você vive
solto sem perceber .
presos a nós mesmos, no simples querer, tentando por a culpa no que era para ser .
te faço um carinho e você me traz um café ...
se vão falar ? se querem saber ?
eu não pedi pra eles terem fé .
e se me chatear ? e se eu quiser chorar ?
deixa ser como é .
e se eu pedir ? e se você partir ?
não tem porque ...
infinitamente ...
nada existe como eu e você .
sexta-feira, 22 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
os outros, sem juizo .
banalizado o amor, atropelado em pensamentos tão mais bem pensados que o próprio sentimento .
não dei atenção mesmo e admito que é easy não tentar .
o segredo afinal não é nada além do medo que cala a verdade .
e como odeio mentiras, costurei a boca a procura do momento certo .
não me disponho a loucuras, cenas, mal juizo e julgamento, se não for pra valer .
se for por mim e não por você .
meu drama não é nada além da minha intensidade .
e o valor da curva é o preço que eu não quis pagar, até me reconstruir de novo e nova, reinvento essa necessidade quase psicopata de perder de vez enquando ... só pra variar .
dominar o não ter foi primordial, apesar de me pegar fraca na contradição das mãos .
se quer saber, eu não quero .
pertencer me frustra ... foi o jeito que meu corpo deu pra se proteger .
a saida agora é tentar construir histórias e por alguma delas me apegar .
não existe um pedaço de mim que precise ficar . todos me empurram pra longe daqui ...
engasgada, arrumando pretexto pra aceitar e achar graça ....
que perda de tempo ...
se quer saber, eu não preciso .
e calma, eu sigo ...
talvez correndo de você ...
talvez fugindo pra valer ...
eu quero saber se você me alcança .
-
a febre do seu corpo alucina a realidade .
e não existe um só motivo que não seja inconsequente que me faça ficar .
eu fico por um instante, arranco sua armadura .
me aproveito de cada fraqueza minha que você desperta .
me permito fechar os olhos e esquecer dos limites, pra que servem afinal ?
sua mão corre pela nuca e sobe até os cabelos, eu esqueço de respirar .
sinto falta dos sentidos, mãos e pés, perco todos eles, não deixo rastro ... e se eu quiser voltar ?
e você se perde no discurso, me fazendo rir da maneira mais gostosa .
que ridículo fica o amor comparado ao desejo daquele momento .
o relógio parece dar meia volta cada vez que eu lembro desse gosto , desse cheiro, de ser livre .
o remédio da inveja alheia não faz mais efeito .
mas o desgosto de fincar os pés no chão é necessário,
eu procuro bem mais do que um motivo pra ser simples amante,
mas deitada, os pensamentos não são só meus no final .
não dei atenção mesmo e admito que é easy não tentar .
o segredo afinal não é nada além do medo que cala a verdade .
e como odeio mentiras, costurei a boca a procura do momento certo .
não me disponho a loucuras, cenas, mal juizo e julgamento, se não for pra valer .
se for por mim e não por você .
meu drama não é nada além da minha intensidade .
e o valor da curva é o preço que eu não quis pagar, até me reconstruir de novo e nova, reinvento essa necessidade quase psicopata de perder de vez enquando ... só pra variar .
dominar o não ter foi primordial, apesar de me pegar fraca na contradição das mãos .
se quer saber, eu não quero .
pertencer me frustra ... foi o jeito que meu corpo deu pra se proteger .
a saida agora é tentar construir histórias e por alguma delas me apegar .
não existe um pedaço de mim que precise ficar . todos me empurram pra longe daqui ...
engasgada, arrumando pretexto pra aceitar e achar graça ....
que perda de tempo ...
se quer saber, eu não preciso .
e calma, eu sigo ...
talvez correndo de você ...
talvez fugindo pra valer ...
eu quero saber se você me alcança .
-
a febre do seu corpo alucina a realidade .
e não existe um só motivo que não seja inconsequente que me faça ficar .
eu fico por um instante, arranco sua armadura .
me aproveito de cada fraqueza minha que você desperta .
me permito fechar os olhos e esquecer dos limites, pra que servem afinal ?
sua mão corre pela nuca e sobe até os cabelos, eu esqueço de respirar .
sinto falta dos sentidos, mãos e pés, perco todos eles, não deixo rastro ... e se eu quiser voltar ?
e você se perde no discurso, me fazendo rir da maneira mais gostosa .
que ridículo fica o amor comparado ao desejo daquele momento .
o relógio parece dar meia volta cada vez que eu lembro desse gosto , desse cheiro, de ser livre .
o remédio da inveja alheia não faz mais efeito .
mas o desgosto de fincar os pés no chão é necessário,
eu procuro bem mais do que um motivo pra ser simples amante,
mas deitada, os pensamentos não são só meus no final .
sexta-feira, 8 de maio de 2009
'Eu quero contrariar a lógica te abraçando.'
falam tão alto... essas vozes me ensurdecem .
estridentes e frios são os gritos, e meu coração tímido se contrai e se esconde, não expande, não cresce, entristece,
não responde ... meu coração só se esconde, onde ? onde ?
em qualquer canto e dentro de mim não cabe mais esse medo e eu me pergunto, onde ?
não sei se enterro, sufoco, se furo e deixo sangrar .
ele não sofre assim nem assado ... está duro, impermeável, cansado de sonhar .
e se protege como pode, foge, mas não sei pra onde ... onde ?
onde é que ele foi se enfiar ?
e ele bate fraco, bate forte, bate pequeno, bate sozinho, parece não se cansar ...
virou rotina dar cara a tapa, tentar pulsar ...
e se ele desiste?
e se ele quiser um carinho ?
um lugar quentinho pra morar ?
e se ele decidir amar ?
tão perdido, vivendo da mistura do passado imperfeito com a desesperança de um futuro milagroso ...
o presente é o hoje embrulhado as pressas pro amanhã ...
e o amanhã é o passado remendado e pintado, com laço de fita pra você não reparar .
e o sorriso é a mentira que eu decidi contar .
e a lágrima quando cai, é a verdade que decide sozinha escapar .
principalmente pq eu não sei onde, alguem sabe como eu posso encontrar ?
e a pergunta vira como . como ?
como é que daí você vai me tirar ?
sem te machucar ?
sem me machucar?
como ?
' pra explicar esse amor eu precisaria virar o mundo de ponta cabeça ...'
(essa frase é de um filme e o titulo eu tirei de um blog de um mocinho que eu sigo no twitter vulgo midio, beijo tchau)
estridentes e frios são os gritos, e meu coração tímido se contrai e se esconde, não expande, não cresce, entristece,
não responde ... meu coração só se esconde, onde ? onde ?em qualquer canto e dentro de mim não cabe mais esse medo e eu me pergunto, onde ?
não sei se enterro, sufoco, se furo e deixo sangrar .
ele não sofre assim nem assado ... está duro, impermeável, cansado de sonhar .
e se protege como pode, foge, mas não sei pra onde ... onde ?
onde é que ele foi se enfiar ?
e ele bate fraco, bate forte, bate pequeno, bate sozinho, parece não se cansar ...
virou rotina dar cara a tapa, tentar pulsar ...
e se ele desiste?
e se ele quiser um carinho ?
um lugar quentinho pra morar ?
e se ele decidir amar ?
tão perdido, vivendo da mistura do passado imperfeito com a desesperança de um futuro milagroso ...
o presente é o hoje embrulhado as pressas pro amanhã ...
e o amanhã é o passado remendado e pintado, com laço de fita pra você não reparar .
e o sorriso é a mentira que eu decidi contar .
e a lágrima quando cai, é a verdade que decide sozinha escapar .
principalmente pq eu não sei onde, alguem sabe como eu posso encontrar ?
e a pergunta vira como . como ?
como é que daí você vai me tirar ?
sem te machucar ?
sem me machucar?
como ?
' pra explicar esse amor eu precisaria virar o mundo de ponta cabeça ...'
(essa frase é de um filme e o titulo eu tirei de um blog de um mocinho que eu sigo no twitter vulgo midio, beijo tchau)
domingo, 3 de maio de 2009
atire a primeira pedra ...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
É ...
Ele disse baixinho :
' - O céu se abre, limpo, quando eu estou com você . '
Olhei pra cima em silêncio, sabendo que aquela sensação, aquela visão, teria prazo de validade . As estrelas pareciam mais fortes, os desejos mais reais, as ilusões mais justas ... o mundo parecia estar no lugar . Aproveitei aquele instante, agarrei os segundos com toda a força .
Mas eu bem sei como o tempo escorre pelo meus dedos, escapa das minhas mãos .
Fechei a porta e encostada nela, fechei os olhos ...respirei fundo .
Quando acordei pela manhã os sonhos já tinham me avisado ... nem precisei abrir a janela pra saber que estava chovendo .
O céu, repleto de cinza, só confirmou o que agora o vento veio dizer .... o frio nos meus olhos trouxe lembranças de coisas que eu pensei não existirem mais . Foi aí que eu chorei .
Tudo bem não entender .
Tantas pedras me jogaram e de rastro ficaram, mostrando o caminho que eu percorri até aqui .
Pra que olhar pra traz se o que sou agora é resultado do que o passado mesmo fez ?
Um sorriso surgiu nos meus lábios, tolo riso inocente que insiste em se mostrar quando por pouco eu compreendo meus sentimentos por ti .
Não importa tanto quais são os riscos ou quais são as mentiras quando eu sei, simplesmente sei, que você está ai .
Se por mal ou por bem, o destino é sermos livres ...
Nosso carma é aprender que apesar de tudo não conseguimos viver sem .
O cheiro, a lembrança, o medo .
É ele que nos prende aqui e nos liberta ali, moldando um futuro incerto, imprevisto por cartas de tarô .
Você não quer, eu não quero .
Que culpa temos afinal ?
Uma chama é apenas uma chama, até que alguém assopre e ela se apague ... ou se alastre .
Nós ainda estamos aqui .
Nós estamos aqui .
' - O céu se abre, limpo, quando eu estou com você . '
Olhei pra cima em silêncio, sabendo que aquela sensação, aquela visão, teria prazo de validade . As estrelas pareciam mais fortes, os desejos mais reais, as ilusões mais justas ... o mundo parecia estar no lugar . Aproveitei aquele instante, agarrei os segundos com toda a força .
Mas eu bem sei como o tempo escorre pelo meus dedos, escapa das minhas mãos .
Fechei a porta e encostada nela, fechei os olhos ...respirei fundo .
Quando acordei pela manhã os sonhos já tinham me avisado ... nem precisei abrir a janela pra saber que estava chovendo .
O céu, repleto de cinza, só confirmou o que agora o vento veio dizer .... o frio nos meus olhos trouxe lembranças de coisas que eu pensei não existirem mais . Foi aí que eu chorei .
Tudo bem não entender .
Tantas pedras me jogaram e de rastro ficaram, mostrando o caminho que eu percorri até aqui .
Pra que olhar pra traz se o que sou agora é resultado do que o passado mesmo fez ?
Um sorriso surgiu nos meus lábios, tolo riso inocente que insiste em se mostrar quando por pouco eu compreendo meus sentimentos por ti .
Não importa tanto quais são os riscos ou quais são as mentiras quando eu sei, simplesmente sei, que você está ai .
Se por mal ou por bem, o destino é sermos livres ...
Nosso carma é aprender que apesar de tudo não conseguimos viver sem .
O cheiro, a lembrança, o medo .
É ele que nos prende aqui e nos liberta ali, moldando um futuro incerto, imprevisto por cartas de tarô .
Você não quer, eu não quero .
Que culpa temos afinal ?
Uma chama é apenas uma chama, até que alguém assopre e ela se apague ... ou se alastre .
Nós ainda estamos aqui .
Nós estamos aqui .
Então me resta aproveitar a chuva, até que tudo vire do avesso e pareça certo estar nos seus braços outra vez .
segunda-feira, 13 de abril de 2009
evidências .
eu sou meio-termo .
nem azul nem vermelho, roxo .
nem amargo nem suave, doce veneno .
com um par de asas
com os pés no chão .
nem chuva nem sol, arco-iris .
nem dia nem noite ...
aquele momento onde a lua e o sol simplesmente se encontram .
nem briga nem paz, sussego .
eu não sou de extremos .
você pode gostar mais ou menos de mim, mas não pode me ter mais ou menos .
meio-termo não é ficar em cima do muro .
é subir lá de vez enquando pra observar, estudar e saber exatamente pra que lado pular .
mas quando eu pulo ta pulado . não sou de mudar de lado .
não sou de mudar de opinião mas também sei ver quando não tenho razão .
no fundo, o meu drama é tentar não ser do tamanho que sou .
nem grande, nem pequena ... na medida certa da contradição .
se eu digo sim, é pq não .
se eu digo não, não sou mais eu .
nem correr nem andar, dançar .
nem jogar nem guardar, deixar passar .
nem boa nem ruim ...
eu sou um erro que sem querer virou acerto .
não se culpe por me querer assim .
nem azul nem vermelho, roxo .
nem amargo nem suave, doce veneno .
com um par de asas
com os pés no chão .
nem chuva nem sol, arco-iris .
nem dia nem noite ...
aquele momento onde a lua e o sol simplesmente se encontram .
nem briga nem paz, sussego .
eu não sou de extremos .
você pode gostar mais ou menos de mim, mas não pode me ter mais ou menos .
meio-termo não é ficar em cima do muro .
é subir lá de vez enquando pra observar, estudar e saber exatamente pra que lado pular .
mas quando eu pulo ta pulado . não sou de mudar de lado .
não sou de mudar de opinião mas também sei ver quando não tenho razão .
no fundo, o meu drama é tentar não ser do tamanho que sou .
nem grande, nem pequena ... na medida certa da contradição .
se eu digo sim, é pq não .
se eu digo não, não sou mais eu .
nem correr nem andar, dançar .
nem jogar nem guardar, deixar passar .
nem boa nem ruim ...
eu sou um erro que sem querer virou acerto .
não se culpe por me querer assim .
terça-feira, 31 de março de 2009
one last cry .
encostei a porta e com cautela, virei meu corpo na direção oposta . deixei a fresta, pra quando precisasse, pudesse ver o que deixei ... deixei a fresta pra que se eu precisar voltar, ela ainda esteja aberta ...
muitos passos eu andei no escuro, por hora corri sem direção nenhuma, batendo em quinas, caindo de joelhos, sangrando, perdida .
mas chega o dia que a gente força a vista e pelo menos tenta enxergar o que esta ali, escancarado .
auto-suficiencia nunca foi comigo, estar sozinha nunca foi pra mim .
mas, ao me sentir a vontade comigo mesma, passei a gostar mais de mim .
um pequeno sorriso surge de dentro pra fora, e eu me vejo rindo do desespero vão .
tudo o que eu preciso, eu tenho e esse amor por mim e pelos outros é o que me constrói e me derruba todos os dias .
se for ver, eu sou feliz .
chegando a isso, holofotes se acendem me deixando finalmente ver o óbvio .
nada além de mim, por dentro, entre pregos e tripas, sentimentos e contradiçoes ...
sonhos fora de caixas, música que ensurdece o mau humor .
estou de mãos dadas com os que me querem bem ...
aos sentimentos ruins ... procurem outro corpo pra morar .
estou me reinventando .
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