sábado, 5 de julho de 2008

ponto .


os bonecos de papel, com direito a trilha sonora... o caos .
a verdade e a mentira em um só gesto, e os miolos perdem contato ... não sobra nada .
duvide, questione ... simplismente pq não se sobrevive mais neste mundo, acreditando ... seja no que for .
borrões nos rostos, já irreconhecíveis..
o coração agora é cofre ou copo pra mais uma dose ?
o sentido nunca existiu pra aqueles que não sabem o que procuram ...
certo dia, quando faltar motivos pra se fazer a barbaou pentear o cabelo, as pessoas vão lembrar que precisam, realmente, uma das outras .
não como um pacto de conveniência nem como agrupamento de comodidades ... não é questão de segurança, não é questão de afinidades .
precisam simplismente coexistir, se sentir, se apoiar , sentir o cheiro .
e é por isso que existem tantos sozinhos tristes e tantos muito bem acompanhados vazios .
a necessidade da auto-suficiencia foi criada por nós mesmos, pra não precisar pedir, pra não estender a mão...pra não precisar se decepcionar...nós temos medo .
criamos um ciclo onde todos saem feridos e pra mim basta de agressores e agredidos .
quem é vitima? quem é vilão ?
eu não quero mais fazer parte dessa história que não tem final feliz .
eu sei que a vida não é feita de conto de fadas, mas ser infeliz é opcional .
'nossas escolhas vão dizer pra onde iremos ...'

sábado, 28 de junho de 2008

momento e destino .


é firme o susto, é fundo e perto: é sozinho .
um ponto só, não reticente, pode ser frio, pode ser presente .

o cheiro novo que eu já tive antes ...
pra ser nova e de novo ser o que sempre fui .

e quando eu acho que ja sei demais,
e quando eu acho que mudei e refiz .

aquele tom tremido insiste, resiste
triste e eu não posso mais .

e é claro a fresta acende, ela sempre sente
e o Ar, e o MAR ?

e eu?

é escudo, é armadura
é guerra, é boca aberta .
é peito, tudo indica ...
é mudança das boas .

pouco se dorme
nem tudo se alcança
mas NADA se perde .

eu nada espero,
o que eu amo eu tenho .
nada me tem mais que meus sonhos .

assim hoje,
vamos ver amanhã .

quarta-feira, 18 de junho de 2008

'faça ou não faça, não existe tentar'

com medo, ele me abraça ... só pq não consegue mais me soltar .
como se cumprisse sua obrigação com o destino ...


e a culpa é de quem ?

-

tenho vivido no plano real antes que a ilusão do ideal me engula .
eu estive lá, na boca ...
e agora estou aqui, firme, com os pés no chão .
sabendo onde eu não posso pisar mas piso, pq ainda preciso .
sabendo onde eu quero pisar e não piso, pq eu não preciso mais .

antes consciente,tarde ... do que quase morta, acomodada .

-

essas fases 'fundo-do-poço-do-fim-da-picada-do-fim-do-mundo' precisam existir .
elas realmente precisam te acordar quando você se deixa levar pelo não saber, aqui e lá, hesitante .
toda história precisa de conflito, pra ter desfecho, pra ter história, pra ter certeza .
e foi a partir daí, que eu comecei a me ver realmente, existindo .
não era tão simples a umas semanas atrás, enquanto eu não dormia, não comia, ou comia demais, só chorava ... mas isso é ser mulher .
mulher do tipo que se encolhe um pouco, um pouco criança, um pouco cansada, um pouco traída ... do tipo mulher apaixonada . mulher que corre pros filmes, cobertas, conselhos, com nariz vermelho ... que vegeta e para de pentear o cabelo, que tenta achar resposta no teto do quarto . mulher que quando caí, vai de cabeça, assim como tudo o que faz ... mas principalmente, mulher que levanta .
mulher que se refaz, de um jeito que nenhum homem conseguiria .

mulher que luta, mulher forte, mulher que consegue .

-

de tantas coisas que você pode querer e conseguir, isso é a certeza que ninguém tira e que você nunca terá ...
nada disso te fará forte .



esse é meu pequeno orgulho .
eu sou .

segunda-feira, 9 de junho de 2008

-



O óbvio embassado no vidro, a interrogação .
Dentro, mas do lado de fora, o pulso, a ultima canção ?
A cidade parece respingada do incomum .
O presente na porta, a porta na boca, o rosto no chão .
Tudo largado, nessa mesma ordem .
Depois do laço vermelho envolvente . Depois do embrulho ... depois do cheiro e do choro .
Depois da lua, da ponta, do leste...
Um único raio de sol, réstia insistente de luz, ilumina o corpo .
É confuso, mas o vazio já avisa: cheio ele foi razão, ou resposta, ou saída ?
Em cada canto da folha tem um pouco dele, um pouco de fuga, um pouco de folha, um pouco de chuva .
Em cada pedaço, um pouco de vida .
E o que restou vira o primeiro passo, que depois do segundo, vira dança ... ai tudo deixa de existir, e existe, ao mesmo tempo .

Só por isso e assim, salva na própria loucura... ela vai te evitar por fora... ela vai te abraçar por dentro .

segunda-feira, 26 de maio de 2008

??


existem fotografias dentro de mim, bem aqui em cima, guardadas na cabeça ... sabe ?
aquele tipo de gaveta que não dá pra esvaziar .

nem pra jogar fora, nem pra rever .
hora ou outra, surgem, cada uma acionada por algum estímulo ...
seja música, seja cheiro , seja saudade .

fotos que escondem meus segredos que não são só meus,
revelam o 'eu' que eu mostro pra cada um , por ai , diferentes .

elas são a magia do sentir e a garantia do sentir outra vez .
elas são incontroláveis mas eu posso escolher .
elas podem ser minha única chance .

-
na foto, a minha foto atual, vista de outro ângulo .

segunda-feira, 19 de maio de 2008

'and when a man takes your heart, the only thing left is a song ...

eu estou fora de mim .
viva, porém quase fria .
fugitiva da vontade,
da verdade que eu guardo na dor .
e sem precisar de muito,
mil perguntas me prendem,
apertam , ainda maxucam ...
ainda .
mas meu sorriso é tão caro,
optar por isso foi minha condição .
enquanto tudo continua gritando por dentro,
com gosto de 'nunca mais',
eu rezo pra que acabe,
eu rezo pra que acalme,
eu rezo pra que suma esse amor de mim .

- um novo tempo, juro que feliz, passa por mim agora . tentando me agarrar a ele, eu abraço as possibilidades, pra ver se a saída fica mais próxima . a verdade é que ninguém substitui ninguém ... a dor só esquece sua função, e o mal vira bem, e finalmente outro alguém pega os pedaços e transforma em história pra dois .

terça-feira, 6 de maio de 2008

fugere urbem .

a gente sempre tem que voltar depois que foge, mas justificando os meios, foi melhor assim .
os vestígios ainda vão de lá pra cá, percorrendo, corroendo o que já não faz mais sentido .
e é por isso que valeu : não faz mais sentido .
os rostos não eram os mesmos .
provar carinho novo, ou matar saudade do carinho 'de sempre' ... isso tudo começou a fazer parte de conclusões que precisavam ser vistas naturalmente .
assim como o sol atrás das montanhas, lá eu me escondi atrás de grandes pessoas, as pessoas certas .
desejei que os pensamentos não invadissem a perfeição, reconheço que tomei minhas doses de angústia ...
mas lá eu lembrei e vi o que é consequência de um amor de verdade ... aquele sim foi .
e eu me surpreendi, vendo que quando a gente menos espera, e mais precisa... um estranho pode fazer a diferença .
'tudo pode acontecer e o hoje pode ser pra sempre .'
superei o começo, um pouco daqui, um pouco dali ...


e o principal : aos que não tem palavra, eu não gasto mais as minhas .
então, coberta de novas expectativas, eu começo a semana de alma nova .